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Santo Agostinho frente ao paradoxo da matéria na cosmologia/ontologia plotiniana na solução do problema do mal

Marcos Roberto Nunes Costa

Abstrak

Durante o período em que foi maniqueu, Agostinho compartilhou da ideia de que o mundo tem sua origem na junção de duas substâncias ontológicas, Deus e as Trevas, ambas de natureza corpórea. Ao encontrar Ambrósio, em Milão, este o fez pensar na possibilidade de se falar numa substância não corpórea, puramente espiritual, e que o mundo tem um único princípio – Deus, que criou tudo ex nihilo. Entretanto, no que concerne à origem do mal, isso não resolvia o problema; pelo contrário, aumentava ainda mais, pois, se há apenas uma única origem ontológica de tudo - Deus, que criou tudo do nada, como não atribuir a Este a origem do mal? Foi só no encontro com o neoplatonismo, também em Milão, que Agostinho confirmaria, filosoficamente, a noção de “substância espiritual”, que ouvira de Ambrósio, e, mais do que isto, despertaria para possibilidade de se falar ontologicamente do mal, não como ser, mas como não-ser ou nada. Entretanto, apesar de Plotino ter definido o não-ser (ou o nada) como o “ilimitado”, o “informe”, o “indeterminado”, isso, para Agostinho, ainda não resolvia plenamente o problema do mal, por tratar-se ainda de uma explicação natural, quando o coloca na matéria. De qualquer maneira, a partir daí, começou a pensar o mal como que “um tirar fora”, uma privação. Finalmente, no cristianismo, encontrou um lugar para o mal como algo totalmente imaterial, na livre vontade humana, que acontecer como ausência, defecção, do Bem - o não-ser.

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Marcos Roberto Nunes Costa

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Costa, M.R.N. (2022). Santo Agostinho frente ao paradoxo da matéria na cosmologia/ontologia plotiniana na solução do problema do mal. https://doi.org/10.51359/2357-9986.2022.253143

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Informasi Jurnal
Tahun Terbit
2022
Sumber Database
DOAJ
DOI
10.51359/2357-9986.2022.253143
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