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INCIDÊNCIA DE LESÕES MUSCULOESQUELÉTICAS EM POLICIAIS MILITARES FEMININAS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SERGIPE ENTRE OS ANOS DE 2019 E 2021

Edvaldo Bezerra da Silva Jymmys Lopes dos Santos

Abstrak

A presença feminina no meio militar brasileiro remonta a séculos passados. Na Polícia Militar do Estado de Sergipe, essa presença teve início no final da década de 80. Diante da aceitação das mulheres no meio militar, tornou-se necessário compreender o comportamento delas durante os treinamentos de preparação para suas funções, a fim de combater as incidências de lesões musculoesqueléticas. Os objetivos do estudo são identificar as lesões mais comuns nas policiais militares femininas, bem como as disciplinas práticas onde essas lesões ocorreram com maior frequência. O estudo caracteriza-se como pesquisa descritiva, transversal e com abordagem quantitativa. Participaram do estudo um total de 72 indivíduos de um universo de 129 policiais militares femininas matriculadas em algum curso de formação no Centro de Ensino e Instrução da Polícia Militar do Estado de Sergipe entre os anos de 2020 e 2021. Para a categorização dos resultados, utilizou-se a estatística descritiva. O estudo contou com uma amostragem de 68 policiais militares femininas, apresentando idade média de 27,6 anos. Os resultados mostram que essas alunas possuíam uma frequência de treino semanal de pelo menos 3 vezes na semana (53%), sendo a musculação a atividade física mais praticada, com 57% da amostragem. Pelo menos 13% da amostragem relatou ter sofrido algum tipo de lesão antes de iniciar o curso de formação e, durante o curso, o número de lesões foi de 46%, com a idade média das lesionadas sendo de 29,03 anos. A Educação Física Militar registrou 48% das incidências de lesões, sendo também apontado o seguimento corporal mais afetado, os membros inferiores, com 77% dos relatos, e a tendinopatia como a lesão mais comum, com 32% dos casos. O tempo de recuperação das alunas policiais militares variou entre 1 e 8 dias, representando um total de 23%, sendo o procedimento de recuperação mais utilizado o medicamentoso, com 35% dos casos. O estudo revelou uma elevada incidência de lesões musculoesqueléticas nas policiais militares femininas. Portanto, é necessário realizar mais estudos na área policial militar brasileira, com foco nas policiais militares femininas.

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Edvaldo Bezerra da Silva

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Jymmys Lopes dos Santos

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Silva, E.B.d., Santos, J.L.d. (2026). INCIDÊNCIA DE LESÕES MUSCULOESQUELÉTICAS EM POLICIAIS MILITARES FEMININAS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SERGIPE ENTRE OS ANOS DE 2019 E 2021. https://doi.org/10.31060/rbsp.2026.v20.n1.2083

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Informasi Jurnal
Tahun Terbit
2026
Sumber Database
DOAJ
DOI
10.31060/rbsp.2026.v20.n1.2083
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