Capturas analógicas, inteligência artificial e suas distorções no processo de restauração memorialística dos arquivos fotográficos no romance Eu hei-de amar uma pedra e no episódio “Eulogy”, de Black Mirror
Abstrak
Este artigo analisa a relação entre fotografia analógica, memória e inteligência artificial, a partir de uma leitura comparativa do romance Eu hei-de amar uma pedra (2004), de António Lobo Antunes, e do episódio “Eulogy” (2025), da série britânica Black Mirror. Partindo dos aportes teóricos de Walter Benjamin, Roland Barthes, Pierre Bourdieu, Susan Sontag e Boris Kossoy sobre fotografia, em diálogo com a hermenêutica da memória de Paul Ricoeur, o estudo examina como o arquivo fotográfico atua como dispositivo de rememoração, luto e reconfiguração identitária. Argumenta-se que, embora a inteligência artificial amplie as possibilidades de acesso e reorganização do passado, ela também introduz novas formas de mediação, seleção e autoridade sobre a experiência memorialística. Ao contrastar a opacidade literária da memória com a promessa de restauração tecnológica, o artigo evidencia os limites éticos e epistemológicos da externalização da memória e do luto.
Topik & Kata Kunci
Penulis (1)
Tatiana Prevedello
Akses Cepat
- Tahun Terbit
- 2025
- Sumber Database
- DOAJ
- DOI
- 10.24261/2183-816x0344
- Akses
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