Programa nacional para o desenvolvimento de energia termonuclear de fusão
Abstrak
A crescente preocupação com as mudanças climáticas tem incentivado a adoção de fontes energéticas de baixa emissão de carbono. Nesse contexto, a energia nuclear, especialmente a de fusão termonuclear, tem ganhado destaque internacional. O Brasil, embora possua uma matriz elétrica majoritariamente renovável, apresenta histórico nas pesquisas de fusão desde os anos 1970, com as construções de tokamaks – como o TBR-1 e o ETE, lideradas pelo IFUSP e INPE. Em 1981, a formulação do Programa Nacional de Física do Plasma e Fusão Termonuclear Controlada (PNFPFTC) representou um marco institucional, promovendo a formação de recursos humanos, estruturação de laboratórios e articulação internacional. Contudo, a descontinuidade de grupos de pesquisa, como o da UNICAMP, revela a fragilidade da política científica nacional frente à ausência de programas estruturantes e estáveis. A criação da Rede Nacional de Fusão, em 2006, e a proposta do Programa Nacional de Fusão Nuclear em 2021 visam retomar e consolidar os esforços. No cenário global, grandes empreendimentos, como o ITER, na Europa, o EAST, na China, e o KSTAR, na Coréia do Sul, demonstram que a pesquisa de fusão nuclear é de large-scale science ou big science, que precisam de consórcios internacionais e elevado investimento. O Brasil, apesar de não integrar o consórcio ITER, firmou acordo de cooperação com a EURATOM em 2009, viabilizando intercâmbios e desenvolvimento tecnológico. Assim, destaca-se o papel dos cientistas como agentes articuladores da pesquisa para a política e para a sociedade.
Topik & Kata Kunci
Penulis (1)
Elza Kawakami Savaget
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Cek di sumber asli →- Tahun Terbit
- 2025
- Sumber Database
- DOAJ
- DOI
- 10.11606/issn.2447-2158.ip252-283
- Akses
- Open Access ✓